Conect@ - número 3 - novembro/2000


GESTÃO E ORGANIZAÇÃO DE CENTRO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA

Solange Coelho de Azevedo

Graduada em Formação de Executivos e Administração pela UNESA

Pós-Graduanda em Educação à Distância pela Universidade Carioca



RESUMO

A temática deste artigo aborda alguns aspectos da administração e da organização de CEAD - Centro de Educação à Distância. O texto, também destaca a Educação à Distância como uma modalidade de ensino que oferece vantagens consideráveis, e que vem ao encontro das necessidades educacionais nacionais, principalmente deste mundo globalizado, onde é constante a busca por conhecimentos, informações, enfim, ensino permanente e continuado em todos os níveis e para todos.

 

1 - INTRODUÇÃO

As constantes mudanças de ordem econômica, social, tecnológica e científica, implica o desenvolvimento e a qualificação profissional continuada de todo cidadão e em todos os setores do conhecimento humano.

Os fatos da realidade atual vêm mostrando que a escola tradicional não tem mais condições de sozinha atender esta demanda. Mas na EaD (Educação à Distância) pode-se encontrar a resposta que permite dinamizar este processo educacional continuado e permanente.

A Educação à Distância é uma modalidade democrática de ensino que permite eliminar a separação geográfica entre educador e educando e atender a um número ilimitado de alunos que estejam em busca de formação ou atualização profissional. É também, um processo de auto-aprendizado que é incentivado pela utilização de recursos didáticos bem elaborados e adequados às circunstâncias ou contingências.

Uma vantagem da Educação à Distância é a flexibilidade, isto porque não esta limitada às condições espaciais e temporais da sala de aula, obrigando professor e aluno encontrarem-se em um mesmo momento, proporcionando a todos os cidadãos usufruírem do direito de acesso ao conhecimento, principalmente quando estão distantes dos grandes centros. Outra vantagem da EAD, é a rentabilidade que segue o princípio da economia de escala, isto é, quanto maior a produção de material didático para atender ao aumento (ilimitado) do número de cursistas menor será o custo.

Entretanto, não existe pressuposto de que a Educação à Distância possa substituir o ensino presencial ou convencional, de maneira diferente, observa-se que as duas modalidades se complementam. Fazendo-se uma correlação: é como se fossem dois rios que seguem paralelamente no mesmo sentido, entrecortando-se em vários pontos.

 

2 - O GERENCIAMENTO DO CEAD

Na Educação à Distância, oportunidades se abrem para a participação do profissional de administração, no Gerenciamento de CEAD (Centros de Educação à Distância), trabalhando junto com educadores, que queiram dedicar-se a esta promissora área.

Através da centralização dos assuntos de gestão administrativa, para profissional qualificado na área de Administração, é possível um melhor aproveitamento dos docentes. A adoção desta prática, certamente, permitirá que os educadores, isto é, os professores especialistas e os tutores possam dedicar-se integralmente às suas atividades fundamentais de docentes. Podendo, os docentes, dispor de tempo para: o desenvolvimento de pesquisas científicas visando a produção intelectual; manter a constante atualização dos programas e curriculos em conformidade com as frequentes mudanças e necessidades do mercado; buscar a máxima qualidade no processo ensino-aprendizagem e formação do alunado.

 

3 - PRINCÍPIOS DA ADMINISTRAÇÃO

3.1 - Legislação

Em 20 de dezembro de 1996, entrou em vigor a Lei de Diretrizes de Base nº 9.394/96 trazendo no Artigo 80 o reconhecimento legal da Educação à Distância e posteriormente regulamentado pelo Decreto nº. 2.494/98 e Portaria nº. 301/98.

A legislação sobre EAD, normaliza os procedimentos de credenciamento permitindo que só as Instituições de Ensino ou Fundações de todos os sistemas de educação possam oferecer cursos de: graduação; de educação profissional em nível tecnológico; de educação fundamental dirigido a jovens e adultos; de ensino médio e educação profissional de nível técnico. Porém, ficam aguardando regulamentação os cursos de mestrado e de doutorado na modalidade à distância.

3.2 - Flexibilidade

Diferente do ensino presencial, na EAD não existe momento de matrícula determinado e não há estabelecimento de uma data para início do curso. Por não estar limitado ao espaço temporal da sala de aula e à presença professor e aluno, estão ausentes a obrigatoriedade da frequência e da rigidez de horário.

Na Educação à Distância o aluno é o sujeito do auto-aprendizado. Como centro do processo, empreende, dentro do seu limite, um ritmo próprio de aprendizagem. O ritmo de cada aluno é determinado pela sua maturidade intelectual, experiência de vida e disponibilidade de tempo para estudar. Desta forma, a flexibilidade é um princípio da administração, que tem como objetivo atender individualmente cada aluno, com suas exigências, motivações e necessidades.

3.3 - Comunicação

Sendo os meios de comunicação a forma de interação professor e aluno , como substitutos do contato presencial e servindo como veículo para a transmissão do conteúdo didático, exige do administrador a manutenção de acompanhamento rígido não só do sistema de produção e a qualidade do material, como também a distribuição, controlando para que este nunca falte ou ocorra demoras na remessa.

O Administrador deve manter uma constante fiscalização, verificando se telefone, fax, correio eletrônico ou quaisquer outros meios de comunicação utilizados no curso estão funcionando adequadamente e certificando-se de que não esta ocorrendo dificuldades ou impedimentos na interatividade continua do diálogo entre todos os envolvidos. Deve, também manter um controle preventivo e corretivo, para garantir que o sistema de comunicação, conforme mostra a figura 1, esteja funcionando e servindo para alcançar o seu propósito que é a dinamização do processo educativo.

Figura 1 - Sistema de Comunicação

Adaptação da figura de Sub-sistema de Comunicação de Oreste Preti, (1996)

3.4 - Recursos Necessários

Na educação presencial os recursos necessários para funcionamento de um curso são basicamente os professores responsáveis pelas disciplinas, a sala de aula, alguns materiais de apoio, tais como transparência, fita de vídeo e outros, em alguns casos o laboratório para aulas práticas.

Entretanto, na Educação à Distância são vários os recursos que precisam ser disponibilizados para o funcionamento do curso, podendo ser de tipos diferentes como ilustra a figura 2, usados isoladamente ou combinados. O que vai definir quais os recursos que devem ser alocados é o planejamento, que leva em consideração os objetivos e metas do curso, as características do publico-alvo e as condições de disponibilidades de recursos financeiros. O importante, porém, é o Administrador após o planejamento, poder dispor dos recursos necessários para cada curso, afim de que, qualquer tentativa de coloca-lo em funcionamento, seja inviabilizada por falta de condições de recursos humanos ou materiais.

Figura 2 - Recursos

3.5 - Tecnologia Adequada

Não é a tecnologia um fim didático na Educação à Distância. Entretanto, o uso adequado e sistematizado permite otimizar o auto-aprendizado, alcançando resultados com mais rapidez e segurança, principalmente para a transmissão de mensagens verbais ou em forma de textos, para atender um grande número de cursistas ao mesmo tempo e distantes geograficamente.

Nas atividades de apoio, o uso de tecnologia (computador e software) facilita o trabalho de controle acadêmico, possibilitando a manutenção de cadastro da vida do aluno, controle de notas, produção de material contendo textos instrucionais e outros instrumentos.

Evidentemente, o uso de tecnologia adequada, tanto nas atividades pedagógicas como nas de apoio administrativo, permite mais eficiência e eficácia no atendimento ao um maior número de cursistas que tende a aumentar a cada dia. Sendo isto uma vantagem que um curso na modalidade de EAD pode oferecer quanto a disponibilização de uma infinidade de vagas uma vez que não existe limitação espacial para a realização do mesmo.

3.6 - Interação Docente e Discente

Durante o curso o aluno mantém contato com um professor que tem a função primordial de orientar o cursista, desempenhando, também, um papel de facilitador e motivador, dando ao aluno a segurança de que ele não esta sozinho.

Cabe ao administrador zelar pela saúde deste ambiente psico-pedagogico, promovendo a interação interna entre docentes e técnicos administrativos, e principalmente de docentes e discentes sejam nos contatos à distância ou presencial, individualmente ou em grupo. Para isto deve:

3.7 - Avaliação Continuada para Corrigir Falhas e Confirmar Resultados

Uma das tarefas mais importantes da administração do CEAD é a manutenção de procedimentos de avaliação, pois é a partir deles que é possível diagnosticar os pontos falhos, as fraquezas e confirmar os resultados. Os procedimentos de avaliação podem ser implementados para objetivos diferentes: para apurar os resultados da aprendizagem; para verificar a qualidade do conteúdo do material didático e instrucional; para avaliar o desempenho dos tutores; enfim avaliar se o curso provocou no cursista e no pessoal docente mudanças cognitivas. O objetivo fundamental da avaliação é confirmar resultados e permitir um acompanhamento constante dos encaminhamentos e decisões tomadas ao longo do processo, bem como a adequação individual ou global de pontos percebidos em desacordo.

 

4 - METAS INSTITUCIONAIS

As metas institucionais devem ser fundamentadas nos valores de respeito no trato dos direitos, deveres e obrigações com a sociedade, contribuindo para o crescimento cognitivo e de formação profissional como educação continuada do cidadão, sendo este cidadão, bem formado e informado, a fonte para o desenvolvimento econômico do País.

A política de administração do CEAD deve garantir a excelência no cumprimento das tarefas e nos compromissos assumidos com os clientes internos (pessoal docente e técnico-administrativo) e clientes externos (os alunos, os fornecedores, os prestadores de serviços, a sociedade e a família). Deve ainda buscar relacionamentos de parcerias com outras instituições, não devendo trabalhar como se fosse auto-suficiente, porque pode incorrer no risco de ficar isolada e desatualizada. A política de administração do CEAD também deve criar oportunidades para o desenvolvimento do saber, acreditando que educação seja ela aplicada em qualquer modalidade, é direcionada para todos e de todos, em qualquer tempo e lugar, enfim, é um processo democrático e global.

 

5 - CUSTOS E RENTABILIDADE

Na educação tradicional os custos apoiam-se na remuneração do pessoal docente como principal componente e na sala de aula, sendo a sua rentabilidade limitada pelo número de vagas que podem ser disponibilizadas e preenchidas para cada curso.

Na Educação à Distância, a rentabilidade é baseada no princípio da economia de escala: o custo do investimento inicial com treinamento e desenvolvimento do pessoal docente (recursos humanos) , a montagem da infra estrutura para funcionamento do CEAD (instalações, mobiliário e equipamentos), a concepção e produção do material didático vai sendo minimizado à medida que vai aumentando o número de alunos matriculados e de cursos oferecidos.

Oreste Preti (1996) em "Educação a Distância: Uma Prática Educativa Mediadora e Mediatizada" (p. 49), segundo Rumble, G em "Economics and cost structures", apud: Kaye, 1985, apresenta um gráfico conforme mostrado na figura 3, fazendo uma comparação entre custos fixos e variáveis que ocorrem na apuração dos cursos de FT (Formação Tradicional) e nos cursos de EAD (Educação à Distância).

Figura 3 - Gráfico de Comparação

 

6 - ORGANIZAÇÃO

Um Centro de EAD somente poderá ter seu funcionamento efetivado se pertencer a uma Instituição ou a uma Fundação, sendo isto uma condição estabelecida pela legislação. Destarte, poderá estar ligado a este ou àquele órgão na Instituição, isto vai depender das políticas e diretrizes internas e até mesmo da solidificação pretendida quanto a sua atuação e expansão em consonância com a importância que a diretoria atribui a esta modalidade de ensino como estratégia e implementação de um novo produto.

É importante que o CEAD possua autonomia para funcionar plenamente afim de que possa implementar e expandir seus projetos de maneira qualitativa, evitando que estes fiquem comprometidos por estarem atrelados a interesses particulares e contrários aos planos e metas.

A estrutura organizacional do CEAD deve ser bastante simples com poucos níveis hierárquicos, até mesmo para facilitar o inter-relacionamento de toda a equipe envolvida. Pode servir como sugestão o organograma apresentado na figura 4.

Figura 4 - Organograma do CEAD

Administrador do CEAD - deve promovendo a integração e articulação entre o pessoal do CEAD e os docentes dos diversos departamentos da Instituição. Definir operações e tomar decisões para alcançar os objetivos. Propor à Direção Superior a viabilização de políticas e estratégias para o CEAD. Estabelecer contatos com profissionais de outras instituições que atuam com EAD no Brasil e no Exterior visando à formação de parcerias. Direcionar e coordenar o planejamento pedagógico e operacional anual. Promover junto aos meios de comunicação a divulgação dos cursos e eventos do CEAD. Promover e organizar eventos e programas de treinamento e desenvolvimento interno tanto para o pessoal docente como o técnico administrativo. Dinamizar material de atualização e de comunicação interna das equipes (docentes e técnicos). Promover o constante inter-relacionamento entre docentes e cursistas. Providenciar e acompanhar periodicamente as avaliações de: custos com material didático e a qualidade do conteúdo, dos cursos oferecidos, do pessoal docente, técnicos e discentes.

Assessoria de EAD - composta por especialista em Educação à Distância e Tecnologia da Educação é responsável: pela pesquisa externa que permite um conhecimento das tendências e realidades tanto tecnológica como sócio-econômico-educacional, visando à otimização do processo ensino-aprendizado; pela pesquisa interna que auxilia na retroalimentação do planejamento pedagógico e operacional; pelo aconselhamento em técnicas educacionais de ensino a distância; pela elaboração dos procedimentos e métodos pedagógicos; e elaboração dos processos de avaliação. Elabora os projetos e ementas dos cursos. Promove a articulação e discussões pedagógicas entre docentes do CEAD e demais docentes dos outros departamentos da Instituição, com o objetivo de desenvolver ações de melhoria da qualidade do ensino e dos cursos oferecidos.

Divisão de Apoio - responsável pelas atividades de apoio administrativo e acadêmico, alocando os recursos necessários e colocando-os disponíveis para o funcionamento dos cursos. Faz os registros dos cursistas e a manutenção dos cadastros dos alunos à distância, no que se refere às informações de suas vidas acadêmicas, tais como notas da avaliações presenciais e à distância e outras informações. Providencia e acompanha a digitação, impressão e distribuição de material didático, do material instrucional, e outras produções. Faz o gerenciamento de Contratos. Mantém o acompanhamento do controle dos registros financeiros do CEAD.

Professores Especialistas - são os responsáveis pela disciplina correspondente a sua área de conhecimento que está sendo oferecida no curso de EAD. Faz a escolha e a elaboração do material didático, isto é, a autoria do conteúdo para produção ou compilação do material do curso. Na execução desta tarefa, o docente recebe assessoria quanto ao processo de concepção do material didático na disciplina do respectivo curso de EAD. Compete, também ao especialista, assessorar e acompanhar o trabalho dos tutores na respectiva disciplina, mantendo um trabalho integrado com uma base epistemológica comum.

Tutores - responsáveis pela orientação do aluno, estimulam o auto-aprendizado induzindo o cursista a "aprender a aprender". Atende o aluno à distância e nos encontros presenciais, marcados previamente, seja para orientação ou aplicação de prova ou teste de avaliação do rendimento do estudante. Atua como facilitador procurando colaborar com o aluno na conexão com outros alunos, ou na conexão com a instituição, ou no uso adequado do material didático.

Produção e Telemática - responsável pela produção e manutenção do material didático, nas diferentes formas : impressas ou não impressas. Este órgão é composto por uma equipe de tecnólogos educacionais, que tenham conhecimento de desenho e estrutura de conteúdos transmitidos por meios audiovisuais e informáticos, para a elaboração de: material impresso (designer instrucional, revisor, ilustrador e produtor) ; vídeo (editor, pesquisador, videomarker); transmissão via Internet (programador em java, webmaster, designer em web).

 

CONCLUSÃO

Educação à Distância não deve ser vista como uma prática de ensino- aprendizagem substituta da forma presencial. Analisando-se as limitações e as falhas do sistema educacional convencional, pode-se observar que pelas próprias características e objetivos da EAD esta é algo que complementa e corre paralelamente ao ensino tradicional.

A Educação à Distância, também não pode ser confundida como uma modalidade de ensino com pouca profundidade e baseado no uso da tecnologia, especialmente da Internet e da Televisão, requerendo um pesado investimento em recursos de multimeios complexos determinantes da sua funcionalidade. É a EAD fundamentada na concepção de material didático, extremamente bem elaborado e que utiliza recurso de comunicação capaz de substituir a educação "face a face" para motivar o auto-aprendizado.

Vários são os componentes necessários e importantes para a implementação eficiente e eficaz de um projeto de Educação à Distância e sem os quais o programa encontrará uma série de obstáculos e barreiras que inegavelmente comprometerão a sua realização. Os principais obstáculos e barreiras são:

 

Embora o número de projetos, programas e experiências de Educação à Distância no Brasil tenham aumentado, ainda é pequeno para impactar a carência de ofertas de cursos para formação profissional, educação continuada e de atualização para desempregados, principalmente para jovens e adultos dos municípios e cidades localizadas distante dos grandes centros.

A médio prazo, se houver uma disseminação desta modalidade de ensino, será possível minimizar tal carência, tendo como meta erradicar o problema da inexistência de formação continuada do cidadão, contribuindo para diminuir as diferenças sociais e consequentemente promovendo o desenvolvimento Nacional.

 

BIBLIOGRAFIA

BRASIL, Decreto nº 2.494, de 10 de fevereiro de 1998. Regulamenta o Art. 80 da LDB nº 9.394 e dispõe sobre a legislação brasileira para educação à distância. Diário Oficial da União, 11 fev. 1999, Seção 1, p. 1, Disponível: http://www.abed.org.br/legisl/texto.htm (capturado em 09 de julho de 1999).

BRASIL, Decreto nº 2.561, de 27 de abril de 1998. Altera a redação dos arts. 11 e 12 do Decreto nº 2.494 de 10 de fevereiro de 1998, que regulamenta o disposto no art. 80 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Disponível: http://www.abed.org.br/legisl/texto.htm (capturado em 09 de julho de 1999).

BRASIL, Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes de bases da educação nacional. Diário Oficial da União, p. 27.833-27.841, 23 dez. 1996, Seção 1 nº 248.

BRASIL, Portaria nº 301, de 7 de abril de 1998. Estabelece os procedimentos de credenciamento de instituições para oferta de cursos de graduação e educação profissional tecnológica. Diário Oficial da União, 9 abr. 1998. Disponível : http://www.abed.org.br/legisl/texto.htm (capturado em 09 de julho de 1999).

LANDIM, Cláudia Maria das M.P.F. Educação a Distância - Algumas Considerações. Rio de Janeiro: [s.n.], 1997.

PRETI, Oreste. Educação a Distância: Uma Prática Educativa Mediadora e Mediatizada. Cuiabá: NEAD/IE-UFMG, 1996.

REIS, Ana Maria Viegas e SANTOS Jr., Hélio Valle dos. Administração do Ensino a Distancia - Um Desafio. Niterói, RJ: Centro de Educação, ed. GRAFCON, 1991.

Acompanhar o processo de ensino-aprendizagem fazendo constantes verificações se o atendimento ao cursista esta sendo feito com qualidade, eficácia e eficiência. Sejam os atendimentos realizados pelo pessoal docente como também pelo pessoal técnico-administrativo.

Observar se o cumprimento do programa esta sendo realizado dentro do esperado e de acordo com o cronograma de atividades, dias e horários para encontros presenciais pré-definidos de acordo com o respectivo curso.

Providenciar e reservar com antecedência o local adequado para os encontros presenciais.

Promover programas, seminários e cursos de treinamento e reciclagem para o pessoal docente e técnico-administrativo, objetivando o desenvolvimento permanente da equipe.

A falta de investimento e apoio continuado do escalão superior da instituição e do governo. Logicamente, não havendo interesse, apoio e investimento continuado, todo o projeto estará condenado e comprometido podendo provocar como resultado o descrédito da Instituição que está oferecendo o curso e até mesmo frustar emocionalmente educando e educadores.

Descrédito por ignorância ou falta de cultura para entender o que é e porque EAD, acompanhada de uma mentalidade dominante que quer entender que ensino presencial ou convencional é a única modalidade capaz de ensinar e que a EAD é uma alternativa de reforço.

A falta de estabelecimento de metas e a inexistência de realização de parcerias. Sendo que a implementação de parcerias é medida estratégica de expansão e crescimento. Vale lembrar que atualmente trabalhar como se fosse auto-suficiente, é muito arriscado, pois o isolamento provoca a falta de atualização.