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Conect@ - número 1 - julho/2000 |
A Estrada do Futuro
Educação: o melhor
investimento
Claudia Franco Sombra ![]()
Pedagoga
Especialista em Supervisão Escolar
Pós-graduanda em Educação a Distância
Os grandes educadores sempre souberam que aprender não é algo que você faz apenas na sala de aula ou sob a supervisão do professor. A “ESTRADA" dará a todos nós acesso a informações aparentemente ilimitadas, a qualquer momento e em qualquer lugar que queiramos. É uma perspectiva animadora porque colocar essa tecnologia a serviço da educação resultará em benefício para toda a sociedade.
O professor Howard Gardner, da Harvard Graduate School of Education, afirma que as crianças diferentes devam ser ensinadas diferentemente, porque os indivíduos compreendem o mundo de diferentes maneiras. Gardner recomenda que as escolas "se encham de aprendizados, projetos e tecnologias" para que cada tipo de aprendiz tenha o seu lugar. Descobriremos abordagens diferentes do ensino porque as ferramentas da "ESTRADA" viabilizarão tentar diversos métodos e medir a sua eficácia.
Todos os membros da sociedade, inclusive as crianças, terão mais facilmente informações à mão do que qualquer pessoa tem hoje. A educação tornar-se-á uma questão muito individual.
A "ESTRADA" não vai substituir ou desvalorizar nenhum dos talentos educacionais humanos necessários aos desafios do futuro: professores interessados, administradores criativos, pais envolvidos e, é claro, alunos diligentes. A tecnologia será essencial, porém, no futuro papel dos professores.
Até agora, a educação não foi alterada pelos computadores de forma abrangente.
A lentidão das escolas em adotar tecnologia reflete, em parte, o conservadorismo de boa parte do estabelecimento educacional.
Os educadores que colocarem em suas aulas energia e criatividade, esses prosperarão. A educação virtual é uma realidade, presente nos países desenvolvidos, enquanto em nações emergentes, como é o nosso caso, ainda não passamos de sonhos a serem alcançados, com uma ou outra experiência que merece destaque.
O Brasil ainda desenvolve uma política relativamente tímida de abertura da universidade tecnológica para o trabalhador-estudante. A organização de tempo e do espaço ainda não se faz de maneira adequada.
Isso exige a existência de um novo professor, mais caracterizado como formador ou conselheiro, ou seja, "educomunicador", um especialista em mão dupla que exerce na plenitude as funções de educador e comunicador, uma exigência da escola multicultural dos nossos dias.
É claro que, assim, a mídia deve ser permanentemente empregada: telefone, fax, e-mail, rádio, televisão, correio, etc... São preparados informações, roteiros e propostas de investigações, no tempo disponível. O que se sabe é que hoje a educação é permanente, como a determinação da UNESCO de "aprendizagem para toda a vida".
E daqui mais algum tempo, os estudantes criarão seus próprios links e usarão elementos de multimídia em seus trabalhos de casa, que serão então submetidos eletronicamente em um disquete ou através da "ESTRADA". Os professores poderão manter um registro cumulativo do trabalho de um aluno que poderá ser examinado a qualquer momento ou compartilhado com outros instrutores.